……………Tenho um segredo que se chama silêncio. A minha voz, a minha poesia oculta-o como um baú. Sou palavras, demonstro. Sou expressão e cadência, mas a essência é nada senão sem-voz.

Enterrada sob os versos de terra
sob os solos do verbo
sob o barro da fala
sob o intervalo das frases de areia.
De grão em grito, de tom em tons de granito, permaneço
secretamente
em silêncio.

……………E haverá o dia de se achegarem ao chão, cavarem a terra, pousarem as mãos nuas no segredo assim guardado. O dia haverá em que vão-me perguntar. E a beleza de toda a prosa será esta: não sendo palavra, calará.
.
(EN)

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